quarta-feira, 12 de maio de 2010

Casamento não é só festa....

Antes mesmo do primeiro aniversário, chegou ao fim a união da atriz Sthefany Brito e do jogador de futebol Alexandre Pato. O casamento, cheio de pompa, foi celebrado em julho passado numa tradicional igreja do centro do Rio e com uma festança estimada em 1 milhão de reais no hotel Copacabana Palace.
Há algumas semanas, a crise entre a atriz e o jogador tem sido assunto na imprensa nacional. Parentes e amigos do casal teriam ido à Itália para evitar a separação, sem sucesso.
Lesionado e com poucas chances de ir à Copa, Pato passou a ser figurinha fácil nas noitadas de Milão, na companhia de amigos como o jogador Ronaldinho Gaúcho, que tampouco está cotado para ganhar uma vaga na seleção.
Sthefany não comenta o assunto, mas pessoas próximas dizem que ela está com viagem programada ao Brasil para o mês que vem (Revista Veja).


Um milhão de reais. Tanta pompa pra acabar assim… Triste. Podem me achar boba, mas eu sempre acho triste fim de casamento. Porque, na minha visão, casamento é eterno. E não só “eterno enquanto dure”, mas eterno mesmo. Infelizmente, as pessoas hoje, quando decidem casar, fazem como quem decide ir ao shopping fazer compras. Ou sair pra comer sushi. Ou qualquer coisa corriqueira assim. Mas casamento é coisa séria. Só que as pessoas acham que sério=chato, então decidem não pensar muito e casam.
Casam sem nenhum interesse em saber o que realmente é o casamento, e sem qualquer preparação para ele. Não estão dispostos a ceder, a abrir mão, carregam dentro de si orgulhos infantis e por aí vai. Estão mais preocupados com uma festa, uma satisfação de desejo egoísta, do que em conhecer o amor em sua verdadeira essência.
Amor não é frio na barriga, não é arrebatamento, não é ouvir fogos de artifício a cada beijo, não é sonhar acordado. Isso é paixão, que vem antes do amor, mas acaba. E ainda bem que acaba, caso contrário viveríamos como doidos nesse mundo. Geralmente dura dois anos, isso foi descoberto através de estudos. Mas o caso é que chega ao fim. E se fica ainda o desejo sincero de permanecer ao lado daquela pessoa por quem nos apaixonamos, apesar dos defeitos, apesar das implicâncias, apesar de não sentir “frio na barriga” todos os dias, aí sim você pode começar a achar que seja amor…
Mas não é isso que as pessoas querem. Isso me lembra de um episódio de Friends (sempre eles!), em que Monica e Chandler descobrem que não vão ter dinheiro suficiente pra fazer “aquela” festa de casamento, e ela fala: “I don’t want a wedding, I want a marriage”. No inglês, há uma diferença entre essas duas palavras. Apesar de as traduzirmos sempre como “casamento”, wedding está mais relacionado à festa, e marriage ao casamento em si, ao dia-a-dia de casados. Seria como se wedding fosse o que chamamos de “boda” (a festa de casamento).
A tristeza do nosso mundo hoje é que as pessoas querem só o wedding day e nada mais. Festa e glamour, isso é tudo que importa. Abrir mão, ceder? Jamais. Só que esse é o segredo do casamento. E essas atitudes não devem partir só da mulher não. Muito pelo contrário, devem vir dos dois, do homem e da mulher. Saber ceder, saber dizer não para suas próprias vontades, em prol da felicidade do outro. Dizer “eu te amo” e agir de forma a fazer jus ao que disse. Procurar conhecer as linguagens do amor do outro e falar a ele(a) nessa linguagem. E, claro, sempre estudar o outro. Procurar conhecê-lo mais e mais a cada dia, e descobrir as várias formas de fazê-lo feliz.
Amor não é um sentimento. É uma decisão. Uma decisão que tomamos a cada dia, de amar apesar de. E, claro, de amar, também e principalmente, pelas maravilhosas características que um dia fizeram você se apaixonar por aquela pessoa. Alguém um dia disse que casamento tinha que ser igual a vestibular, que para fazer você precisa estudar antes. Vamos estudar mais, ler, aprender sobre o assunto, porque o número de “reprovações” está só aumentando a cada dia. Uma pena…