sexta-feira, 21 de maio de 2010

Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante

Sempre achei essa música bárbara. Acho que porque, me sinto, de certa forma, definida, expressada. São palavras que me cabem, que me encontram, que me expressam.
Porque eu sou assim. Meio assim, assim. Meio de um lado e de outro. Cá e lá. Meio cada dia um dia, cada dia uma vida. Sempre mudando, a cada momento mirando a vida por um prisma diferente.
E eu adoro ser assim. Faz parte do meu entusiasmo pela vida. Descobrir cores diferentes a cada olhar. Porque quem ama a vida ama a amplitude, o infinito, a descoberta. Ama o diferente, por mais que assuste. Ama a mudança, o desconhecido. Teme, mas ama. Porque temer é humano. Mas amar também. Graças a deus.
Pra mim, é necessário como o ar que respiro. É o que me alimenta, o que me sustenta, o que me suporta. A possibilidade da mudança. A delícia de estar constantemente se renovando, se descobrindo, se reavaliando. Sem esse respiro, eu poderia ser deixada de lado. Para encostar e desistir.
Mudar de idéia é um dos meus passatempos favoritos. Eu penso, repenso, questiono, me reviro toda. E logo estou pensando o que não pensava. E daqui a pouco já vou pensar outra coisa. Porque eu não paro nunca.
E como é bom. Não parar. A sutileza de cada passo deixando sua marca. E me fazendo sempre diferente.

Tudo, menos ter 'aquela velha opinião formada sobre tudo'.

E assim que é pra mim.