segunda-feira, 26 de julho de 2010

PORQUE NOS DECEPCIONAMOS TANTO COM AS PESSOAS!!!!!!!!!!!!


Esperamos demais das pessoas. Somos indulgentes e tolerantes de menos. E pior, não aprendemos com certas experiências. Continuamos a nos decepcionar. Uma, duas, três, dez vezes…

Notem que eu falo ‘continuamos a nos decepcionar’, ao invés de dizer ‘continuam a nos decepcionar’. Sim, porque a decepção não vem de outro lugar senão de nós mesmos. Explico, em tempo: quando nos decepcionamos é porque esperávamos receber um tratamento diferente da outra pessoa e isso não ocorre. Então, a frustração não é pela atitude, mas sim pela expectativa criada por nós sobre como os fatos deveriam acontecer. A atitude é do outro, a frustração é minha. Simples assim.
Apesar do gosto amargo que ainda fica na boca, depois de – mais uma, diga-se de passagem – decepção, descobri uma coisa interessante na conversa com meu travesseiro durante essa noite. Fiz a técnica do “porque” (escrevi assim mesmo, mas cada qual sabe se seus porquês são juntos ou separados, se são perguntas ou afirmações ou ainda explicações…). Comecei a ponderar sobre o motivo de eu estar triste.
Descobri que era porque eu havia tido uma decepção. Essa decepção veio da frustração de uma expectativa. A expectativa? Da crença de que naquela situação eu merecia um tratamento diferenciado.
Bingo! Só estava frustrada pois acreditava que eu merecia mais. Que eu merecia mais consideração, respeito, educação, carinho. Ponderei mais um pouquinho. Realmente, eu não só merecia como continuo merecendo. Ponto final.
Agora, se os outros vão me tratar do jeito que eu mereço, aí já é outro capítulo da história que se inicia. Do outro não se sabe. Sobre o outro não há controle. As ações dele são de sua inteira responsabilidade. Assim como as conseqüências delas.
A mim, acho que cabe continuar sentindo o gosto amargo da decepção, vez ou outra… afinal, não pretendo me conformar em receber ‘qualquer coisa’ nem da vida nem das pessoas. E tentar dar o melhor sempre, para não purgar a boca dos que comigo convivem com aquele gosto amargo, embora isso nem sempre seja possível, assim como não é possível controlar as intempéries que se abatem sobre a terra.
Frustrado o que queria chuva quando veio o sol. Decepcionado o que orou pelo sol enquanto as águas alagavam casas… assim também são as coisas com nós. Há coisas incontroláveis e a decepção só nos pode apontar para um aprendizado: que cada ser é único e não podemos controlar o desejo do outro. Mas ter consciência de como se deseja ser tratado já é um grande começo.
E quando as coisas não são como imaginávamos… vamos colocando a balinha de tolerância na boca para disfarçar o gostinho da decepção, abrindo um sorriso e seguindo em frente, prontos para degustar novos sabores, amargos, doces, ácidos…

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Viver ou interpretar a vida ?????????

Não tenho medo de perguntas. Respondo o que vier. E com a maior sinceridade do mundo, o que às vezes é um pecado. Mas não é que apareceu uma pergunta que me pegou de jeito?

Demorei tanto para respondê-la e depois disso feito precisei refletir muito mais para me entender.
(Ô menina que gosta de pensar...)
Mas eis que a pergunta era:
Você se vê mais como:

- Uma pessoa que vive a vida...

- ...ou uma pessoa que interpreta a vida?

Difícil não?
Ou fácil?
De repente achei difícil respondê-la pela resposta que encontrei.
A questão é:
Viver a vida sem pensar nela pode ser simplesmente estar viva por estar viva. Não parar para pensar em suas atitudes, não crescer como ser humano. Estagnar. Continuar insistindo nos mesmos erros, e até nos mesmos acertos. Simplesmente ficar.... Opção essa que não acho nada interessante.
Por outro lado, somente interpretar a vida é não vivê-la. Pensar demais, buscar ser sempre correta e principalmente, se preocupar demais com o bem do próximo, em fazer o melhor para todos, é deixar de aproveitar cada segundo que a vida te dá de presente.
Porque sim, cada segundo é valioso. Se assim você quiser enxergar, você vê beleza em tudo. Em cada simples momento.
É preciso encontrar um equilíbrio.
Quem ainda não parou para pensar nisso, eis a chance...
E foi agora, escrevendo esse texto que descobri o que foi que me incomodou nessa pergunta. Em nenhum momento dela se usa a palavra “mais”: “uma pessoa que vive a vida mais do que a interpreta, ou vice-versa. Ou seja, não é uma pergunta determinante, objetiva e pensando nela dessa forma, causou-me assim certo desconforto e tristeza. Mas ela é uma pergunta, e não só uma pergunta, mas uma reflexão, e até mesmo uma forma de viver, de enxergar a vida, que pode ter complementos.
Eu fiz os meus.
E depois, cheguei ao equilíbrio: interpretar a vida tanto quanto vivê-la.
Acredito que não deva ser fácil chegar a ele, quando se vive a vida de uma forma ou de outra.
Por isso que para mim, escrever é como uma terapia. Encontro respostas. Para buscar outras perguntas. E agora, ao chegar a esse equilíbrio, terei que pensar se ele é que quero. Pois na minha vida real, terei que aprender a colocá-lo em prática, sendo que minha resposta foi:
Ainda sou uma pessoa que interpreta a vida muito mais do que a vive.
O fato de estar aqui, escrevendo constantemente sobre ela, é uma prova viva disso. Eu penso demais, e vivo muito, mas de repente nem metade do que eu viveria se não pensasse demais.
Mas será que eu gostaria?
Vou pensar...
E de repente ir atrás do “tanto quanto”...
E você, está agora me interpretando ou simplesmente já está pensando na próxima tarefa que precisa realizar ou na viagem que precisa planejar?
Pronto. Pergunta respondida.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Uma copa, várias lições....

Já vi um monte de blogs falando sobre copa, mas eu mesma não me interessei em falar. Hoje, por incrível que pareça, dia da derrota do Brasil, me deu vontade de comentar sobre ela… E foi exatamente por causa da derrota.
É interessante como às vezes a gente aprende mais com os fracassos do que com as vitórias. Eu pelo menos aprendi hoje. Não sou o que se pode chamar de grande fã de esportes, mas em tempos de Olimpíadas e especialmente Copa do Mundo, mesmo não gostando de esportes, é claro que eu vou torcer pelo meu país. Ainda que muitas vezes não entenda nada daquele esporte, ou, no caso do futebol, ainda fique em dúvida — às vezes — de quando é escanteio (embora hoje já saiba bem mais que antes, graças ao marido kkkk).
Só que, apesar de torcer pelo Brasil, creio que todos temos que ser humildes. Quando se fala de futebol, a gente sabe que não é só o Brasil que é bom. Temos Alemanha, Argentina, Itália, França, e, claro, Holanda. Todos esses times, embora alguns tenham deixado a copa da África mais cedo, são bons. Não é só o Brasil que sabe driblar, não é só o Brasil que pode ganhar. Todo mundo pode, e isso deve gerar respeito por todas as equipes, e não uma confiança exacerbada que, creio eu, na minha ignorância de quem não entende quase nada do assunto, fez com que o Brasil ficasse mais descuidado no segundo tempo do jogo de hoje. Talvez achassem que já estavam com a partida ganha. E nós também fazemos isso. Por isso, a necessidade de aprender a reconhecer: não somos os únicos bons. E isso vale pra todas as áreas da vida.


Outra coisa: como disse Galvão Bueno (é, às vezes ele fala coisas boas hehehe), foi só mais um jogo de futebol. Podem achar que, por mal ter acabado o jogo e eu ter vindo escrever isso aqui, sou fria e nem me importo com a derrota. Pura mentira. Estou até mais chateada do que gostaria. Foi meu país ali, triste, envergonhado, poxa vida! Eu queria comemorar, mas nem ânimo pra almoçar fora tenho mais. Mas a vida continua, e continuaria mesmo que o Brasil ganhasse. Fato. A gente precisa se aprender que há coisas bem mais importantes com as quais se preocupar. Contas a pagar, relacionamentos, família, saúde, trabalho, lazer, Deus… Como está meu relacionamento com meu esposo? Como estou trabalhando, estou dando meu melhor? Será que estou tirando tempo pra descansar? E Deus, em que lugar o coloco no meu viver? Essas sim são questões verdadeiramente importantes, e a forma como lidamos com ela influenciará nossa vida agora e no futuro. Esses dilemas permanecem, com ou sem Brasil na copa…
A vida continua. Tem gente aí morrendo por causa de enchentes. A crise econômica ainda persiste em muitos lugares. As eleições vêm aí. Vão ser escolhidos governantes cujas decisões e atitudes, essas sim, terão o poder de mudar nossa vida, diferente de um jogo. Você se lembra disso?
Longe de querer irritar alguém que agora se sente arrasado, decepcionado, meu objetivo é fazer pensar (como sempre digo, vejam o nome do blog). Não só os outros, mas eu, antes de qualquer um. Ainda estou triste, mas isso passa. Haverá outras copas. Poderemos torcer novamente. E, quem sabe, ver o Brasil dar um show.


NÃO POR MUITO TEMPO! 2014 VEM AÍ. NA NOSSA

CASA! #BRA 2014. A ESPERANÇA DO HEXA

CONTINUA…