sexta-feira, 16 de julho de 2010

Viver ou interpretar a vida ?????????

Não tenho medo de perguntas. Respondo o que vier. E com a maior sinceridade do mundo, o que às vezes é um pecado. Mas não é que apareceu uma pergunta que me pegou de jeito?

Demorei tanto para respondê-la e depois disso feito precisei refletir muito mais para me entender.
(Ô menina que gosta de pensar...)
Mas eis que a pergunta era:
Você se vê mais como:

- Uma pessoa que vive a vida...

- ...ou uma pessoa que interpreta a vida?

Difícil não?
Ou fácil?
De repente achei difícil respondê-la pela resposta que encontrei.
A questão é:
Viver a vida sem pensar nela pode ser simplesmente estar viva por estar viva. Não parar para pensar em suas atitudes, não crescer como ser humano. Estagnar. Continuar insistindo nos mesmos erros, e até nos mesmos acertos. Simplesmente ficar.... Opção essa que não acho nada interessante.
Por outro lado, somente interpretar a vida é não vivê-la. Pensar demais, buscar ser sempre correta e principalmente, se preocupar demais com o bem do próximo, em fazer o melhor para todos, é deixar de aproveitar cada segundo que a vida te dá de presente.
Porque sim, cada segundo é valioso. Se assim você quiser enxergar, você vê beleza em tudo. Em cada simples momento.
É preciso encontrar um equilíbrio.
Quem ainda não parou para pensar nisso, eis a chance...
E foi agora, escrevendo esse texto que descobri o que foi que me incomodou nessa pergunta. Em nenhum momento dela se usa a palavra “mais”: “uma pessoa que vive a vida mais do que a interpreta, ou vice-versa. Ou seja, não é uma pergunta determinante, objetiva e pensando nela dessa forma, causou-me assim certo desconforto e tristeza. Mas ela é uma pergunta, e não só uma pergunta, mas uma reflexão, e até mesmo uma forma de viver, de enxergar a vida, que pode ter complementos.
Eu fiz os meus.
E depois, cheguei ao equilíbrio: interpretar a vida tanto quanto vivê-la.
Acredito que não deva ser fácil chegar a ele, quando se vive a vida de uma forma ou de outra.
Por isso que para mim, escrever é como uma terapia. Encontro respostas. Para buscar outras perguntas. E agora, ao chegar a esse equilíbrio, terei que pensar se ele é que quero. Pois na minha vida real, terei que aprender a colocá-lo em prática, sendo que minha resposta foi:
Ainda sou uma pessoa que interpreta a vida muito mais do que a vive.
O fato de estar aqui, escrevendo constantemente sobre ela, é uma prova viva disso. Eu penso demais, e vivo muito, mas de repente nem metade do que eu viveria se não pensasse demais.
Mas será que eu gostaria?
Vou pensar...
E de repente ir atrás do “tanto quanto”...
E você, está agora me interpretando ou simplesmente já está pensando na próxima tarefa que precisa realizar ou na viagem que precisa planejar?
Pronto. Pergunta respondida.