segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Sem controle!!!!

Este texto falou muito comigo hoje e retrata bem o que estou vivendo nessa minha mais nova estação:



"Há dias ou estações na nossa vida onde as coisas estarão fora do nosso controle. Nestes momentos, podemos tentar de tudo, mas por este tempo está determinado para nós, não adianta chamarmos, decidirmos onde irmos, o quão rápido chegarmos lá, e até mesmo orarmos para fazermos as coisas acontecerem, porque não será atendido. Existem momentos que as decisões não são feitas por nós. Elas são pre-programadas pelo plano soberano de Deus. Este tempo é mandatório em nossas vidas. Não podemos correr dele. E ele nos serve como um lembrete de que nossas vidas não pertecem a nós."

Texto extraído do blog de Ana Paula Valadão

sábado, 9 de outubro de 2010

Coisas de mim!!!

Esses dias têm sido dias de saudade, de aperto no peito.

Saudades de pessoas queridas, de dias vividos, de um tempo que passou.
Tenho sentido, depois de algum tempo, saudades da minha terra, minha cidade do coração.
E por falar em coração, ele anda apertado esses dias. Apertado pela saudade de coisas que passaram e de ansiedade por coisas que virão.
De repente a tristeza chega, entra sem bater e vai tomando um espaço que não é dela. Assim, sem motivo aparente, sem saber exatamente para que veio. Sem esforço algum as lágrimas escorrem dos olhos e demoram a secar. O semblante cai, os pensamentos divagam longe, um turbilhão de pensamentos e emoções tomam conta.
Algumas coisas na vida acontecem sem que realmente quiséssemos que acontecessem. Mudanças que não planejamos, sonhos que abrimos mão e outros pelos quais temos um imenso caminho a percorrer para alcançar. Há quem diga que as coisas devem ser difíceis mesmo senão não teria graça. Mas acho que nem tudo precisava ser tão difícil, algumas coisas podiam ser mais fáceis. Outras, aliás, acho que deviam ser gratuitas.
É certo que passamos por fases na vida ou, como na comparação que gosto tanto, estações. E como no passar dos anos, algumas estações são mais rigorosas, outras menos. Alguns anos temos invernos intensos, castigantes, enquanto em outros temos apenas um outono um pouco mais frio. Não importa, o fato é que ele sempre vem, fraco ou forte, leve ou intenso, ele vem. Alguns temporais vêm e destroem tudo que aparece pela frente, resultando em problemas visíveis, palpáveis. Desemprego, enfermidades, problemas familiares, separações, desentendimentos.
Mas há aqueles que acontecem dentro de nós. Verdadeiros vulcões em erupção, aquela chama ardente que vai devastando tudo que tem por dentro até transbordar. Ninguém sabe quando essa chama vai aquecer, mas é certo que isso vai acontecer em algum, ou melhor alguns, momentos da vida.
Você procura e não vê. Você pergunta e ninguém responde. Você grita e ninguém escuta. Você quer se esconder, mas tem medo de nunca mais ser achado.
Como explicar isso? Ninguém pode entender. Não existem motivos fortes aparentes. Você tem uma vida aparentemente tranquila, emprego, casamento, amigos, família. Quem vai entender? Não, ninguém pode entender.
Perguntas que pulsam nas veias. Sonhos que piscam diante dos olhos. Medos, inseguranças, insatisfações, incertezas, angústias. A alegria e a esperança massacradas por uma dor que não se sabe a origem. O corpo sofre. O coração sofre, dói. O espírito enfraquece. Uma dor que não tem nome.
Uma vontade de voltar a ser criança, pequena, protegida, de brincar, de se preocupar apenas em se divertir, porque o resto...o resto vem (vinha) gratuitamente.
Não existe resultado sem trabalho. Nem conquista sem luta. O problema é que quando não se sabe o que se quer conquistar, a luta fica sem sentido. Quando se está perdido no caminho, sem saber que rumo tomar, é mais fácil se perder nos atalhos.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A dolorosa volta ao trabalho!!!!


Hoje eu acordei com um gostinho de final de festa… É a minha última semana de licença maternidade de 15 meses...hihihih... mesmo sabendo que logo, logo eu volto ao ritmo, não consigo evitar a angústia e a sensação de não poder controlar o tempo. Eu adoro trabalhar, ter uma carreira, investir em um lado meu que não envolva somente filhos e coisas da casa, mas é impossível deixar de me sentir dessa forma, como se eu estivesse abrindo mão de alguma coisa. É tudo tão estranho,  me sinto tão perdita, sem rumo...Até semana passada chorava, reclamava pq queria voltar a trabalhar.  Qdo aceito o novo e bom emprego caio aos prantos por imaginar ficar longe do Cadú. Que sensação horrível. O mozi disse que vai me internar...rsrsrs!! Mulher é um caso sério…
Na verdade, penso eu e as pessoas dizem que é mais psicológico do que qualquer outra coisa. Vou sair do trabalho a tempo de ir correndo para a casa da mamis matar a saudade do meu pimpolho...É normal!!!
Eu fico repetindo pra mim que é a ordem natural das coisas, que eu vou chegar em casa cheia de saudades, vou grudar  nele e não desgrudar mais até a hora de dormir. Mas, explica pro nosso coração isso? A gente quer mais é ficar à disposição deles, pronta pra correr até o berço e dar um beijinho fora de hora ou observar um soninho gostoso.
Só que, pelo menos pra mim, a longo prazo esse não é o melhor caminho. Preciso continuar investindo em um futuro legal pra gente, renovando a minha cabeça e diversificando as minhas atividades. Eles crescem, né? E eu não quero jogar no ombro dele a responsabilidade de ter aberto mão de uma profissão “só porque ele era pequeno”. Ele está bem. Aliás, muito bem! E eu também vou ficar, depois que a primeira – e traumática – semana passar. Assim eu espero!!!!
Ai Senhor....Ajuda-me!!!!