terça-feira, 30 de novembro de 2010

Ser agradecido...

"Eu estaria contente se apenas tivesse...
Tudo seria perfeito se eu pudesse…
Sim, minha vida está bem, mas a vida de fulano(a) é melhor."



Alguma dessas frases soa familiar a você? Se sim, seja bem-vindo(a) à raça humana. Todos nós lutamos com sentimentos de contentamento. Às vezes é difícil celebrar o que temos, porque nos focamos no que não temos. Não há momento melhor para pararmos e lembrarmos a nós mesmos que é importante agradecer do que AGORA. Deixe-me explicar…
A frase mais comum na Bíblia é "Dê graças ao Senhor". Não acho que isso seja coincidência. Deus nos criou e sabe que lutamos com contentamento e agradecimento. Deus sabia que precisaríamos de lembranças de Sua fidelidade, provisão, e controle em nossas vidas. Se nós fôssemos honestos conosco mesmos e com Ele, então teríamos uma abordagem e visão totalmente diferentes da vida. Nós veríamos Sua bondade e quão abençoados somos—mais e melhor do que realmente precisamos. Porém, em vez disso nos encontramos sempre querendo um pouco mais. Ou então nos focamos somente naquele próximo estágio da vida, quando então seremos gratos.
A verdade é: contentamento e agradecimento começam agora. Hoje. É uma escolha que fazemos o ser gratos pelo que temos e onde estamos. É colocar de lado bens materiais, somas em dinheiro, ou outras coisas que não temos, e celebrar, saborear e apreciar o que temos. É dar uma olhada ao redor e ver aqueles a quem amamos, e se alegrar pela presença deles em sua vida. É respirar fundo e perceber que você tem pulmões para respirar. É parar para notar, apreciar e expressar gratidão para e pelas pessoas e coisas com as quais nós já fomos abençoados em nossas vidas.
Sempre seremos tentados a achar que o contentamento vai chegar quando chegarmos lá, mas sempre haverá outro lá nos atraindo em sua direção, roubando nossa gratidão e alegria por estarmos aqui. O contentamento está aqui e não lá. Temos que tomar a decisão de pararmos de querer o que não temos e começarmos a desejar o que temos. Filipenses 4:11 diz, “…Aprendi a estar satisfeito com o que tenho.” Neste período de Ação de Graças, obtenha o controle do seu contentamento, e tome a decisão de ser grato por todas as bênçãos em sua vida. (Traduzido e adaptado de Give Thanks, do site Startmarriageright.com)


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Não temos a tradição das Ações de Graças aqui no Brasil, mas achei muito oportuna essa reflexão. Preciso aprender a ser agradecida agora, e não achar que serei feliz só quando conseguir algo que quero, lá na frente. E vocês, o que acham?

domingo, 7 de novembro de 2010

Ser casado (a) é [MUITO] bommmmmmmm!!!!!!


Casar é fácil. Pensar em como vai ser a cerimônia, depois a festa, contratar o pessoal da filmagem, fotografia, tudo isso é muito divertido. Fazer a prova do vestido, experimentar vários tipos de doces e salgados, para escolher o que será servido no seu dia, delícia! Mesmo quem não faz festa nem grande culto/missa na igreja se anima ao pensar no casamento. Mas viver o dia-a-dia de casados não é fácil.

Talvez seja por isso que muita gente nem sequer gosta de ouvir falar em casamento. Fogem dele como o diabo da cruz. E se eram os homens, em sua maioria, que tinham essa atitude no passado, hoje já não se pode dizer o mesmo: há muitas mulheres que nem pensam em casar.
Eu não tenho nada contra (tenho contra aquelas que se gabam de serem solteiras convictas, falam mal do casamento sem nunca terem vivido isso, mas no dia dos namorados ou na época da TPM ficam um porre de chatas, empanturram-se de chocolate e ficam chorando ao assistir uma comédia romântica tonta. Gostam de ser solteiras ou não?). Ninguém é obrigado a casar. Há pessoas que melhor nem casarem. Admiro quem quer dedicar sua vida a algo, seja a ser missionário na África, estudar bastante ou dedicar-se com afinco à sua profissão, e prefere não casar porque crê que não daria a atenção necessária ao cônjuge. Admiro mesmo, esse é o tipo de pessoa honesta (não admiro é quem não quer casar pra ficar se relacionando sexual e superficialmente com qualquer um). Há aqueles que simplesmente não querem casar. Não têm atração por isso, não querem se relacionar com ninguém. Tranquilo.
Porém, se você não quer casar por MEDO, aí precisamos conversar. Se você encontrou alguém especial, namorou, conhece bem (não totalmente, pois é impossível), tem muito em comum com ela (ele), sabe (e sente) que ama essa pessoa de verdade, e está pensando em casar, mas não tem certeza porque todos falam o quão horrível é fazer isso, pare e reflita agora!
Se você quisesse casar por quaisquer outros motivos que não esses que citei (ter filhos apenas, ter um parceiro sexual estável, dar o golpe do baú, sair da casa dos pais, ser infeliz e achar que o casamento vai trazer toda a felicidade que faltava, pensar que casamento é igual ao que mostram em novelas e filmes, por exemplo...), eu diria: NÃO CASE! Motivos errados! Mas se for por medo, reconsidere. Casar, assim como ficar solteiro, tem seus problemas. São problemas característicos de quem é casado, ou seja, só quem é casado sabe. Mas tudo na vida tem problemas. Fazer uma faculdade, criar filhos, morar sozinho, dividir apartamento, ficar solteiro e casar. Procure ouvir quem é casado e feliz, e não quem é casado e infeliz. Essas pessoas geralmente pintam um quadro bastante distorcido do que é o matrimônio, muito possivelmente porque casaram-se pelos motivos errados e/ou precipitadamente.
Casar te abre janelas na mente. Faz a gente crescer, amadurecer. Diminui o egoísmo, o amor ao "eu". A gente aprende tanta coisa, e vive tanta coisa que não dá pra explicar perfeitamente. Passamos por momentos únicos que só quem é casado sabe. Eu não estou aqui para criticar a solteirice. Estou para exaltar o casamento, ideia de Deus, que veio bem antes de o pecado entrar nesse mundo. Casar é ótimo! Afinal, será que é ruim...


fazer palavras-cruzadas juntos deitados na cama?


fazer compras juntos?


conversar até o dia amanhecer, sobre todo e qualquer assunto?


rir de coisas que só os dois entendem?


descobrir a cada dia mais e mais coisas em comum?


um saber o que o outro pensa só de olhar?


descobrir que o outro conhece mais você do que você mesmo?


ser surpreendida com um convite pra jantar fora no meio da semana?


ficar deitados juntos, abraçados, como se o tempo e tudo mais ao seu redor não existissem?


sentir que, mesmo após anos juntos, você se apaixona por ele(a) de novo e de novo, a cada dia?


chorar juntos e um dar força ao outro?


rir até chorar juntos?


assistir um filme e comer uma pipoca num sábado à noite sem precisar de nada mais elaborado pra se divertir?


compartilhar vitórias?


olhar para aquela pessoa e ter a certeza de que é a pessoa que você mais conhece no mundo, que você mais ama, e com quem você quer passar o resto da vida?




Fico imaginando que os solteiros que me lerem poderão querer fazer a lista deles, até demonstrando que algumas dessas coisas pode-se fazer com um amigo e tal. Não tem problema. Essa minha lista não foi pra mostrar que é melhor casar do que ser solteiro. E sim, como falei, para mostrar o quão bom é dividir para sempre a vida com seu amor. Apesar das dificuldades e desafios, é maravilhoso ser casada. Eu amo meu casamento, meu marido, minha família! Recomendo.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Se o caminho é meu, deixa eu caminhar!!

Uma das coisas mais difíceis na vida é assumir responsabilidades. Tomar uma decisão e assumir para si sua opção e as consequências dela.
Difícil porque na vida não há garantias. Para nada. A gente tem que decidir baseado naquilo que acredita e buscando fazer sempre o melhor. Mas daí a ter certeza absoluta de que aquilo vai dar certo... ninguém tem, para um lado ou para o outro.
E é claro que dá medo. Ninguém quer ter que lidar com as consequências negativas de uma decisão errada. E é aí que acaba sendo mais fácil transferir a responsabilidade e deixar que decidam por você, para ter a quem culpar quando algo dá errado.
Se a gente investiga, questiona e decide, não há a quem culpar. E nem há porque culpar, já que a decisão foi tomada pensando no melhor. Ninguém toma um determinado caminho achando que aquele é o rumo errado. Se a gente vai por ali, é porque acredita que é o melhor caminho. E se não for, a gente só descobre caminhando, mesmo.
É assim que a gente cresce. Fazendo as próprias opções, defendendo as próprias crenças, seguindo o próprio caminho. Que vai ter pedras, como em qualquer caminho. Mas que estão aí pra fazer a gente aprender a tropeçar e levantar.
Isso não significa que a gente tenha sempre certeza de que caminho tomar. Nem que não se possa parar no meio da estrada e perceber que aquele caminho não é o melhor. E, quando isso acontece, não é vergonha nenhuma parar, dar meia volta e recomeçar.
É melhor errar caminhando pelas próprias pernas e aprender, do que estar sempre certo se escorando em alguém. Eu é que não estou disposta a passar procuração para que decidam por mim. Se abrir para o outro e se dispor a aprender com a experiência alheia é uma coisa. Abrir mão da própria autonomia e deixar que escolham por você é outra. Bem diferente.
No meu caminho tem lugar para tudo: erro e acerto, vitórias e tropeços, comemoração e reavaliação. É o meu caminho, e quem vai fazê-lo sou eu. Eu vou acertar, eu vou errar, eu vou aprender. Eu vou crescer. E vou sair de cada experiência mais forte, mais segura, mais madura.
E vou poder sempre olhar para trás e me reconhecer em cada um dos passos que dei. Porque são meus, e eu não sigo pegadas de ninguém.