quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Se o caminho é meu, deixa eu caminhar!!

Uma das coisas mais difíceis na vida é assumir responsabilidades. Tomar uma decisão e assumir para si sua opção e as consequências dela.
Difícil porque na vida não há garantias. Para nada. A gente tem que decidir baseado naquilo que acredita e buscando fazer sempre o melhor. Mas daí a ter certeza absoluta de que aquilo vai dar certo... ninguém tem, para um lado ou para o outro.
E é claro que dá medo. Ninguém quer ter que lidar com as consequências negativas de uma decisão errada. E é aí que acaba sendo mais fácil transferir a responsabilidade e deixar que decidam por você, para ter a quem culpar quando algo dá errado.
Se a gente investiga, questiona e decide, não há a quem culpar. E nem há porque culpar, já que a decisão foi tomada pensando no melhor. Ninguém toma um determinado caminho achando que aquele é o rumo errado. Se a gente vai por ali, é porque acredita que é o melhor caminho. E se não for, a gente só descobre caminhando, mesmo.
É assim que a gente cresce. Fazendo as próprias opções, defendendo as próprias crenças, seguindo o próprio caminho. Que vai ter pedras, como em qualquer caminho. Mas que estão aí pra fazer a gente aprender a tropeçar e levantar.
Isso não significa que a gente tenha sempre certeza de que caminho tomar. Nem que não se possa parar no meio da estrada e perceber que aquele caminho não é o melhor. E, quando isso acontece, não é vergonha nenhuma parar, dar meia volta e recomeçar.
É melhor errar caminhando pelas próprias pernas e aprender, do que estar sempre certo se escorando em alguém. Eu é que não estou disposta a passar procuração para que decidam por mim. Se abrir para o outro e se dispor a aprender com a experiência alheia é uma coisa. Abrir mão da própria autonomia e deixar que escolham por você é outra. Bem diferente.
No meu caminho tem lugar para tudo: erro e acerto, vitórias e tropeços, comemoração e reavaliação. É o meu caminho, e quem vai fazê-lo sou eu. Eu vou acertar, eu vou errar, eu vou aprender. Eu vou crescer. E vou sair de cada experiência mais forte, mais segura, mais madura.
E vou poder sempre olhar para trás e me reconhecer em cada um dos passos que dei. Porque são meus, e eu não sigo pegadas de ninguém.