terça-feira, 26 de abril de 2011

Vivendo e aprendendo!!!!


Depois de muito tempo batendo cabeça, um belo dia eu finalmente aprendi que não preciso ser 100% todo o tempo e o tempo todo. Que se eu dou o melhor de mim e faço o melhor que posso, de verdade, sem desculpas e sem me esconder atrás das circunstâncias, isso é o suficiente. Que a vida não é pra ser perfeita, não é. É pra gente fazer o melhor, e viver feliz com isso. Querendo ir mais longe da próxima vez, querendo não cair de novo onde tropeçou agora, mas curtindo as coisas do jeito que dá pra ser. É, eu já aprendi isso, não foi fácil e eu tive que rever a lição uma porção de vezes pra entender de fato, mas no final eu aprendi. Só que de vez em quando eu esqueço, e me pego sofrendo por coisas bestas que já foram feitas e não dá pra mudar mais. Esqueço da diferença fundamental entre olhar pra trás pra aprender e seguir em frente, e olhar pra trás pra ficar lamentando o que não foi do jeito que era pra ser. Esqueço, sabe, de um jeito estúpido, e eu nem sei explicar direito como acontece, mas é, acontece. Sei lá que nome se dá a isso, se é culpa, insegurança, perfeccionismo, burrice, também o nome não importa, que não é hora para discussões semânticas. O importante aqui é manter essa idéia na cabeça: eu não sou perfeita, e não quero ser. Eu vou acertar de vez em quando, e vou errar de vez em quando também, e tudo bem. Não sei qual vai ser meu método.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Das teimosias que a vida faz compensar!!!!


Tão bom (re)descobrir que esperar o melhor das pessoas compensa. Pode demorar, e às vezes demora mesmo, pede paciência. Mas quando compensa, é de um jeito tão bonito que chega a dar um calorzinho gostoso do lado de dentro. Eu tenho um defeito que nem sei se é defeito – vai ver que é virtude e faz parte do meu melhor -, e é isso: eu não desisto das pessoas. Às vezes eu até deveria, mas sou teimosa e insisto. Chego a quebrar a cara de novo e de novo esperando que as coisas aconteçam de um jeito bom, mas pra mim troço difícil é isso: virar a cara e seguir meu caminho, deixar pra trás quem de um jeito de outro mora aqui do meu lado de dentro. Tem gente, eu sei, que é assim, chega até a dizer: se agir errado comigo, vai ser uma vez só. E tem horas que eu invejo essa gente, digo de um jeito sincero e sem vergonha, invejo. Porque às vezes dói menos perder as esperanças de uma vez, desacreditar. Mas eu, teimosa, só sei ser de outro jeito, desse jeito que perdoa até quando não devia. O bom é que tem dias como hoje, em que ser assim compensa e dá uma alegria danada. De ver que as coisas podem mudar sim, podem mudar pra melhor. Que bom. Que bom que tem dias assim.

domingo, 3 de abril de 2011

Ócio Criativo!!!!

Sou agitada e ansiosa, não adianta. Confesso que já tentei fazer tudo devagar, já pensei em  frequentar aulas de yoga, meditar...mas não adianta. Que mal tem confessar isso? Nenhum. Estou assumindo, até como forma de terapia. NÃO ADIANTA.

Sabe quando você chega mortinha do trabalho, entra em casa louca para dormir, ver televisão com as pernas para cima (vou falar mais sobre isso)? Pois então, mas não dá. Quando você chega em casa, SEMPRE tem algo para fazer. Calma nessa hora? Nem pensar. Faço tudo direitinho, mas rápido rápido. E quando vejo a quantidade de coisas que fiz em uma hora, ufa, que orgulho de mim mesma! É assim mesmo...
Mas o que quero falar mesmo é desses momentos tão difíceis de conseguir na rotina diária, mas não menos produtivos: os momentos de ócio. Não me refiro ao ócio preguiçoso, mas ao ócio criativo. Que maravilha deitar numa rede e pensar na vida, e desses pensamentos compor uma música, fazer uma poesia, projetos, ou até mesmo uma crônica, como esta.
Ócio criativo: Lazer e Produção. Saber e Diversão. Arte que se aprende. Quem fala muito sobre isso é um sociólogo italiano chamado Domenico de Masi, autor de diversos livros revolucionários. Que tal essa frase: "Escola é inimiga do ócio criativo." Para pensar...
Este senhor chega a aconselhar o ócio criativo como PROFISSÃO, porque segundo ele, quem trabalha perde tempo. Uma boa nova filosofia...
Explicando melhor: para o sociólogo, os workaholics estão com os dias contados, pois aproveitam mal seu tempo livre. Ele defende: o que vale a pena mesmo é gastar seu tempo (e ganhar dinheiro) de forma mais criativa e saudável, no âmbito físico e mental. Mas para dar certo mesmo, De Masi aponta ser necessário uma “educação para o ócio”, pois você pode se deslumbrar com a liberdade e autonomia adquirida, afinal, seu patrão é você mesmo. Patrão? Que nada. Você não tem mais patrão.
Ele pensou tudo isso ao pesquisar as profissões e perceber que na vida agitada e com tantas metas a cumprir, poucos profissionais usam sua criatividade. Trabalham como máquinas. Quem trabalha com sua criatividade, trabalha com prazer, então, pressupondo: poucos atualmente trabalham com prazer.
Mas comecei esta crônica assumindo minha “pressa” ao fazer tudo que não me dá prazer: arrumar a casa, cozinhar, lavar louça...tudo correndo, como se fosse “tirar o pai da forca”. Já me aceito assim, a maturidade te faz assumir, afinal não vou lutar contra minha natureza. Pois bem, meus momentos de ócio criativo são maravilhosos (por mais que eles não paguem minhas contas, não todas pelo menos). Esses são momentos tranqüilos e calmos para mim. Não há pressa. Vou longe. Dou risada sozinha. Invento. Crio asas e percebo que através do meu silêncio e pensamento surgem caminhos. Acredite.