domingo, 21 de agosto de 2011

COISAS QUE QUERO ENSINAR PARA MEU FILHO!!


Cada vez que vejo o Cadú dormindo na sua tranquilidade de anjinho, com as mãos sob a cabeça e a respiração lenta, penso que cabe a nós, pais, ensinar a ele tudo o que aprendemos de bom (e de ruim) e assim, formar o seu caráter. Penso na minha enorme responsabilidade como mãe e não me assusto. Apenas constato que grande parte do processo de torná-lo um grande homem, cabe a mim e ao pai dele.

Acabo listando mentalmente todas as coisas que quero que ele saiba, conheça, evite, persiga. Talvez eu também lhe passe alguns dos meus erros, mas ainda assim, servirão de aprendizado. Afinal, todo mundo aprende com a mãe algo que quer evitar fazer com o própria filho.
De todas as coisas, algumas para mim são fundamentais. Eu quero que ele conheça todas as realidades, e não apenas o seu mundinho de conforto e faz de conta. Que ele aprenda que humildade faz mais bem aos olhos do que um rosto bonito e que beleza mesmo, é aquela que vem do coração e dispensa artifícios, caras e bocas. Que ele saiba que errar faz parte do aprendizado e que todo tombo leva a novos passos. Que há apenas um caminho correto, mas que se ele algum dia escolher o errado, tenha a certeza de que sempre pode dar a meia volta e voltar. Que nunca lhe faltará um abraço como consolo, um beijo de boa noite, um bom dia ou uma benção para começar bem cada manhã. Que meu amor pode até sufocar, mas nunca será demais, porque amor de mãe é o único sentimento que sabemos que nunca irá acabar. Mudar, sim. Muda sempre para maior, para melhor. Que ele entenda que meus puxões de orelha, minhas broncas, nossos desacordos têm como única finalidade o seu querer bem e que nem sempre é amigo aquele que te empurra para uma direção qualquer. Quero também que seja educado e solidário com todos, saiba ser simpático com o maior número de pessoas que puder e que dispense seu amor somente a quem merecer. Quero, mais ainda, que ele saiba dizer não. Porque aceitar e concordar é fácil. Difícil é bancar uma opinião contrária àquela que o mundo dita. Que suas crenças e valores estejam acima de qualquer moda, grupo ou falsos ideais. Que Deus seja o centro da sua vida, independente da religião que ele decida seguir. Que tenha plena consciência que a família será sempre seu porto-seguro, seu braço forte, seu ouvido companheiro. Sempre, por todas e a qualquer hora. E, sobretudo, quero que ele nunca se esqueça do que é amor próprio. Porque o dia em que ele deixar de se amar, o dia em que ele colocar qualquer outra pessoa num pedestal e tiver que olhar para cima ao invés de lhe olhar nos olhos, será o fim de todas as coisas boas que ele construiu por toda uma vida. E se ele não se amar, se respeitar e souber se impor, nenhuma dessas qualidades se sobressairá. Ao contrário: quando a gente demonstra que ama mais alguém do que a si mesmo, dá também a falsa impressão de que não merece o amor deste que foi colocado, um dia, como prioridade em sua vida. Cautela, sempre. Um pé após o outro. Passos lentos e sem parar.
Talvez eu tenha esquecido de um monte de outras coisas úteis a lhe ensinar. Mas certeza que ainda vou lembrar. Cada vez que olhar aquele sorriso, aqueles olhinhos, que tiver que pegar em sua mão para que ele dê seus  passos, certeza que ainda aprenderei um tanto de outras coisas.
Acho que a verdade é essa. Aprendo mais sendo mãe do que ouso um dia lhe ensinar.